Araguari terá um representante no concurso estadual do Queijo Minas Artesanal de 2018, em Tiradentes

Cinco queijarias da região do Triângulo Mineiro foram selecionadas para a etapa que escolherá o melhor queijo do estado

Por Aloisio Nunes de Faria 06/09/2017 - 15:12 hs
Foto: Divulgação/Camaru
Araguari terá um representante no concurso estadual do Queijo Minas Artesanal de 2018, em Tiradentes
O produtor araguarino Dário Peixoto de Oliveira foi medalha de bronze no concurso de 2017. Foto: Divulgação/Camaru

Um representante de Araguari está entre as cinco queijerias da região que participarão do 11º Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal (QMA), que acontecerá em 2018, em Tiradentes, cidade situada na região Campo dos Vertentes, a 190 quilômetros de Belo Horizonte. Trata-se do produtor Dário Peixoto de Oliveira, da marca Queijo Oliveira, que foi medalhista de bronze, representando a região do Triângulo Mineiro, na edição deste ano do concurso. Na ocasião, a marca do produtor araguarino concorreu com outros 30 queijos de todo o estado (confira a notícia).

Os produtores foram selecionados nessa terça-feira (5), no segundo concurso regional do Queijo Minas Artesanal – região Triângulo Mineiro, realizado na 54ª Exposição Agropecuária de Uberlândia – Camaru 2017. Sete produtores foram avaliados por um júri formado por oito especialistas no produto.

Os demais selecionados para concorrer em 2018 no certame estadual foram Sirlane Aparecida de Jordão, do queijo Jordão e Maria Ieda de Jesus, do queijo Eldorado de Minas, ambos de Uberlânda; e Gilson Fernandes da Cruz, do queijo Fernandes e Jales Clemente de Oliveira, do queijo Luana, ambos de Monte Carmelo.

O presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, Thiago Soares Fonseca, destacou a qualidade do Queijo Minas Artesanal lembrando que recentemente a Faemg levou produtores mineiros para participar de um concurso na Franca onde todos foram premiados, inclusive ganhando o superouro do concurso. “Isso mostra que o Sindicato está no caminho certo, investimos nessas iniciativas para valorizar os produtores”, disse. Sobre o que representa para a queijaria um bom resultado em concursos, Fonseca cita a valorização do produto. “Um queijo classificado aqui certamente tem valorização de 20 a 30 por cento, no mínimo, em seu preço. Cada vez mais teremos aperfeiçoamento do produto e mais renda para o produtor rural. Esse é o nosso objetivo”, concluiu o presidente.

O gerente regional da Emater-MG, Gilberto Carlos de Freitas, disse que o trabalho serve para mostrar também que a região tem bons produtos. “Nossos produtos são de qualidade compatível com os demais queijos de Minas Gerais”, afirmou.

O júri foi formado por chefes de cozinha, técnicos e especialistas em queijos. Os jurados avaliaram características como textura, formato, acabamento, consistência, aroma e sabor. O QMA é feito com mão de obra familiar, com produção em baixa escala e utilização de leite cru (não é permitido leite pasteurizado). Além de valorizar a identidade sociocultural do Estado, a atividade é a principal fonte de renda para milhares de pequenos produtores mineiros.